Quando a vida nos frusta as expectativas, quando há uma ruptura, uma mudança de cenário, podemos optar entre dois caminhos. O da raiva e o do tempo.
Experimentei o da raiva várias vezes. Culpava o outro, olhava para a situação não como uma aprendizagem mas com mágoa. Aconteciam-me coisas más, eu não o merecia, era uma injustiça. Ficava paralisada de raiva. Adoecia. Olhava o passado com ódio. Era bom, porque me ajudava a desprender do meu projecto, da minha vontade. O ódio é óptimo para criar desprezo, afastamento. Assim, não era eu que perdia. Era eu que já não queria aquilo.
E há o tempo.
O tempo não permite anestesias, decisões imediatas, saídas triunfantes de desprezo e portas orgulhosamente batidas com estrondo.
O tempo tem o seu andamento, o seu ritmo. Não podemos apressá-lo, nem fazer-lhe exigências. Temos de esperar por ele.
O tempo precisa de calma, serenidade, para oferecer distância e paz de espírito.
O tempo precisa de reconhecimento, espera e capacidade de olhar para dentro.
Precisa do compasso da natureza para se orientar. Inverno e verão, primavera e outono. Noite e dia. Início e fim.
A esperar pelo tempo, acabamos por perceber que o dia nasce noite escura, que as primeiras folhas caem em pleno agosto, que todo o fim começou no primeiro momento.
Assim, um novo dia começa à meia noite, o inverno anuncia-se no verão e o início caminha para o seu fim.
Não é rápido, mas reforçamo-nos muito mais que com a raiva, desgastante, exigente, perturbadora.
magari
Experimentei o da raiva várias vezes. Culpava o outro, olhava para a situação não como uma aprendizagem mas com mágoa. Aconteciam-me coisas más, eu não o merecia, era uma injustiça. Ficava paralisada de raiva. Adoecia. Olhava o passado com ódio. Era bom, porque me ajudava a desprender do meu projecto, da minha vontade. O ódio é óptimo para criar desprezo, afastamento. Assim, não era eu que perdia. Era eu que já não queria aquilo.
E há o tempo.
O tempo não permite anestesias, decisões imediatas, saídas triunfantes de desprezo e portas orgulhosamente batidas com estrondo.
O tempo tem o seu andamento, o seu ritmo. Não podemos apressá-lo, nem fazer-lhe exigências. Temos de esperar por ele.
O tempo precisa de calma, serenidade, para oferecer distância e paz de espírito.
O tempo precisa de reconhecimento, espera e capacidade de olhar para dentro.
Precisa do compasso da natureza para se orientar. Inverno e verão, primavera e outono. Noite e dia. Início e fim.
A esperar pelo tempo, acabamos por perceber que o dia nasce noite escura, que as primeiras folhas caem em pleno agosto, que todo o fim começou no primeiro momento.
Assim, um novo dia começa à meia noite, o inverno anuncia-se no verão e o início caminha para o seu fim.
Não é rápido, mas reforçamo-nos muito mais que com a raiva, desgastante, exigente, perturbadora.
magari
2 comentários:
Uau, estás cada vez mais sábia.
Beijo
Eiiiiiii!!!!!!!!!!!!!
Boa tarde!
Nossa, ameiiiiiiii, amei msm, acho que é tudo que precisa ler no momento,rsrsrsrsrsrs, concordo plenamente com vc, so que ainda nao havia consigo digerir desta forma.
Achei seu blog ao acaso, mas com certeza nao o abandonarei mais.
Excelente fds
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