terça-feira, 30 de setembro de 2008
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
salmo 23 comentado
logo quando estava a sentir falta de tantas das coisas que o salmo indica?
sinto um princípio de explicação e ganho um sorriso interior
que vos faça tão bem como fez a mim
horóscopo
Virgem,
Você terá modo de tirar uma revanche e de voltar ao ritmo, a sua fantasia será galopante e conquistará novos conhecidos. Você terá modo de fazer uma nova conquista e tornar provocadora e passional esta fase, procure ser você mesmo e evite inflar as coisas.
Vemo-nos a amanhã.
(My God!!!)
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
terça-feira, 23 de setembro de 2008
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
sábado, 20 de setembro de 2008
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
borboletas
porquê
manuel, jardineiro
felisberto era poeta
joão era pintor
franklim era fadista
domingos, desenhador
jorge era actor
alexandre era músico
humberto, fotógrafo
......
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
terça-feira, 16 de setembro de 2008
luas 2008
(D=dia; H=hora;M=minuto)
2008
Tempo Universal
LUA NOVA CRESCENTE LUA CHEIA MINGUANTE
D H M D H M D H M D H M
JAN. 8 11 37 JAN. 15 19 46 JAN. 22 13 35 JAN. 30 5 03
FEV. 7 3 44 FEV. 14 3 33 FEV. 21 3 30 FEV. 29 2 18
MAR. 7 17 14 MAR. 14 10 46 MAR. 21 18 40 MAR. 29 21 47
ABR. 6 3 55 ABR. 12 18 32 ABR. 20 10 25 ABR. 28 14 12
MAIO 5 12 18 MAIO 12 3 47 MAIO 20 2 11 MAIO 28 2 57
JUN. 3 19 23 JUN. 10 15 04 JUN. 18 17 30 JUN. 26 12 10
JUL. 3 2 19 JUL. 10 4 35 JUL. 18 7 59 JUL. 25 18 42
AGO. 1 10 13 AGO. 8 20 20 AGO. 16 21 16 AGO. 23 23 50
AGO. 30 19 58 SET. 7 14 04 SET. 15 9 13 SET. 22 5 04
SET. 29 8 12 OUT. 7 9 04 OUT. 14 20 02 OUT. 21 11 55
OUT. 28 23 14 NOV. 6 4 03 NOV. 13 6 17 NOV. 19 21 31
NOV. 27 16 55 DEZ. 5 21 26 DEZ. 12 16 37 DEZ. 19 10 29
DEZ. 27 12 22
solo de lua
Jules Laforgue
Fumo, de frente para o céu,
Sobre a imperial da carruagem;
Meu corpo aos solavancos, minh’alma dança
Como um Ariel;
Sem mel, sem fel, minha bela alma dança,
Ó colinas, ó fumaças, ó vales, ó viagem!
Minha bela alma, recapitulemos.
Nós nos amávamos como dois loucos, perdidamente,
Nos separamos sem falar a respeito.
Um spleen me mantinha ausente
E esse spleen me vinha de tudo. Perfeito.
Seus olhos diziam: "Entende?
Por que você não entende?"
Mas ninguém quis dar o primeiro passo,
Querendo demais cair juntos num abraço.
(Entende?)
Onde está ela agora?
Talvez ela chora...
Onde está ela agora?
Ah! Cuide-se ao menos, senhora!
O frescor dos bosques ao longo da avenida,
O xale de melancolia, toda alma está um pouco à espia,
Pois minha vida
É malquerida!
Esta imperial da carruagem tem certa magia.
O irreparável acumulemos!
Nossa sorte desafiemos!
Há mais estrelas do que grãos de areia no mar,
Onde outros viram seu corpo se banhar;
Mas tudo acaba morto.
Não há porto.
Os anos vão passar,
Cada um vai teimar,
E muitas vezes, já posso imaginar,
Vamos dizer: "Se eu tivesse sabido..."
Mas se tivéssemos casado, não teríamos dito:
"Se eu tivesse sabido, se eu tivesse sabido!..."?
Ah! Encontro maldito!
Ah! Meu coração encurralado!...
Tenho-me mal comportado.
Maníacos por felicidade,
Então, que vamos fazer? Eu com a espiritualidade,
Ela com sua falível pouca idade?
Ó pecadora a envelhecer,
Oh! Quantas noites infame vou-me fazer
Para teu prazer!
Seus olhos piscavam: "Entende?
Por que você não entende?"
Mas ninguém deu o primeiro passo
Para cairmos juntos, ah!, num abraço.
A lua se eleva,
Ó estrada de grande sonho!...
Passamos as fiações, a serraria,
Mais que os marcos do caminho,
Nuvenzinhas de um rosa de confeitaria,
Enquanto um fino crescente de lua se eleva,
Ó nenhuma música, ó estrada de sonho...
Nesses bosques de pinho
Onde desde o começo do mundo
É sempre treva,
Que quarto limpo e profundo!
Oh! Para uma noite de mudança!
E eu os povoo e neles me vejo,
E é um casal de amantes, num beijo,
Que fora da lei dança.
E eu passo e os deixo,
E torno a me deitar frente ao céu.
A roda gira, sou Ariel,
Ninguém me espera, visitas desleixo,
Sou amigo só dos quartos de hotel.
A lua ascende,
Ó grande sonho de estrada,
Ó estrada sem escopo,
Eis a parada,
Onde a lanterna se acende,
Onde se bebe um copo
De leite, e fustiga o postilhão,
No estrilo dos grilos,
Sob as estrelas de verão.
Ó luar,
Festa de fogos de artifício afogando meu penar,
As sombras dos choupos sobre o caminho...
Ouve-se o burburinho...
Do riacho a cantar...
Do rio Lete a inundar...
Ó Solo de lua,
Desafias minha pluma,
Oh! Esta noite na estrada:
Ó estrelas, vocês dão medo, por nada,
E estão todas aí! Todas agora!
Ó fugacidade desta hora...
Oh! Se eu pudesse bem
Proteger a alma até o Outono que vem!
Faz frio, muito frio a esta hora,
Oh! se também agora,
Ela vai pelas florestas,
Sua desgraça afogar
Nas festas do luar!...
(Ela gosta tanto de passear a esta hora!)
Deve ter esquecido de se agasalhar,
Vai ficar doente, dada a beleza da hora!
Oh! Cuida-te, senhora!
Oh! Essa tosse não quero mais escutar!
Ah! Por que não caí de joelhos!
Ah! Por que não desmaiaste em meus joelhos!
Eu teria sido um marido modelo!
Como o frufru do teu vestido é o frufru modelo.
(ontem, às 4.00h da manhã uma extraordinária lua cheia amarela baixava no céu nocturno)
real e imaginário
"Basta imaginar que se ama para amar, por isso basta dizer que se imagina amar, quando se ama, para amar um pouco menos."
André Gide - prémio nobel da literatura 1947
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
terça-feira, 9 de setembro de 2008
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
domingo, 7 de setembro de 2008
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
para melhor entender o nosso homem
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
terça-feira, 2 de setembro de 2008
da falta que o Outro faz e da dificuldade em alcançá-lo

chagall
Mas ele não aprecia a dificuldade; teme o perigo.
Contraditoriamente, aspira à vida e ao repouso, à existência e ao ser; sabe muito bem que a "inquietação do espírito" é o preço que tem de pagar pelo seu desenvolvimento, que a sua distância em relação ao objecto é o que lhe custa a sua presença em si: mas ele sonha com a quietude na inquietude e com uma plenitude opaca que a consciência, contudo, habitaria.
Esse sonho encarnado é precisamente a mulher; ela é o intermediário desejado entre a natureza exterior ao homem e o semelhante que lhe é por demais idêntico. Ela não lhe opõe nem o silêncio inimigo da Natureza, nem a dura exigência de um reconhecimento recíproco; por um privilégio único, ela é uma consciência e, no entanto, parece possível possuí-la na sua carne. Graças a ela, há um meio de escapar à implacável dialéctica do senhor e do escravo, que tem a sua base na reciprocidade das liberdades.
Viu-se que não houve, a princípio, mulheres livres que os homens teriam escravizado e que nunca a divisão dos sexos criou uma divisão em castas. Assimilar a mulher ao escravo é um erro. Houve mulheres entre os escravos, mas sempre existiram mulheres livres, isto é, revestidas de dignidade religiosa e social; elas aceitavam a soberania do homem e este não se sentia ameaçado por uma revolta que o pudesse transformar, por sua vez, em objecto.
A mulher apresenta-se assim como o não essencial que nunca retorna ao essencial, como o Outro absoluto, sem reciprocidade. Todos os mitos da criação exprimem essa convicção preciosa do macho e, entre outras, a lenda do Génese, que, através do cristianismo, se perpetuou na civilização ocidental. Eva não foi criada ao mesmo tempo que o homem; não foi fabricada com uma substância diferente, nem com o mesmo barro que serviu para moldar Adão: ela foi tirada do flanco do primeiro macho. O seu nascimento não foi autónomo; Deus não resolveu espontaneamente criá-la com um fim em si e para ser por ela adorado em paga: destinou-a ao homem. Foi para salvar Adão da solidão que ele lha deu, ela tem no marido a sua origem e o seu fim; ela é o seu complemento no modo do não essencial. E assim ela surge como uma presa privilegiada. É a Natureza elevada à transparência da consciência, uma consciência naturalmente submissa.
E é essa maravilhosa esperança que muitas vezes o homem pôs na mulher. Ele espera realizar-se como ser possuindo carnalmente um ser, ao mesmo tempo que consegue confirmar-se na sua liberdade através de uma liberdade dócil. Nenhum homem consentiria em ser mulher, mas todos desejam que haja mulheres. "Agradecemos a Deus por ter criado a mulher". "A Natureza é boa, pois deu a mulher aos homens". Nestas frases, e outras análogas, o homem afirma uma vez mais com arrogante ingenuidade que a sua presença neste mundo é um facto indiscutível e um direito, enquanto a da mulher é um simples acidente: um bem-aventurado acidente.
Aparecendo como o Outro, a mulher aparece ao mesmo tempo como uma plenitude de ser em oposição a essa existência cujo vazio o homem sente em si; o Outro, sendo posto como objecto aos olhos do sujeito, é posto como em si, logo como ser. Na mulher encarna-se o nada que o existente traz no coração, e é procurando alcançar-se através dela que o homem espera realizar-se.
Simone de Beauvoir - "O segundo sexo"








