Quando se ama com verdadeiro amor, a presença do ser amado é ressentida ao mesmo tempo como um sofrimento e como um prazer. É o duplo combate da sombra e da luz. Uma ameaça acrescenta-se à tua alegria, um sombrio pressentimento de fracasso que te torna infeliz.
Considera a alegria e a tristeza como as duas cores de um mesmo ramo. Que uma não se erga contra a outra, e o teu amor será salvo.
Dugpa Rimpoché
(ufa! tava a ver que era só eu!)
sábado, 15 de março de 2008
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3 comentários:
Passaram muitos dias já, e se me lembro
Dessa noite de verão
Escurecendo de vaga em vaga
Foi porque mesmo no escuro cantavam as cigarras.Estendido
a meu lado respirava outro corpo.
Um rasto de juventude
Habitava-me ainda.Há corpos onde não termina.
Um vento leve, a quem chamam brisa,
Passava entre as miúdas folhas
da oliveira.
De repente um cão ladrou. Estremecemos ambos.
E soubemos então que, mesmo o amor,
Teria um fim. Talvez naquela noite.
Talvez daí a mil anos.
Não fiz nada, bem sei, nem o farei,
Mas de não fazer nada isto tirei,
Que fazer tudo e nada é tudo o mesmo,
Quem sou é o espectro do que não serei.
Vivemos aos encontros do abandono
Sem a verdade, sem dúvida nem dono.
Boa é a vida, mas melhor é o vinho
O amor é bom, mas melhor é o sono.
:)
hoje discordo disto;
se calhar este não é o verdadeiro amor...
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