segunda-feira, 31 de março de 2008

viagens interiores


Há um mistério do Amor. Aqueles que se amam experimentam no seu coração a força da atracção dos astros, a queimadura dos sóis, o começo e o fim dos mundos. Eles morrem e renascem num mesmo corpo.




No Amor físico, cada um procura desesperadamente o outro. Não te contentes com uma posse efémera do corpo, mas procura a fusão do corpo e do espírito, tomando consciência das tuas emoções, das tuas sensações. É assim que os adeptos do tantrismo se unem à grande deusa. É assim que o amor é libertador.




A partir de hoje decide-te por um género de vida diferente. Não deixes instalar-se o imobilismo e o envelhecimento na tua relação amorosa. Opõe-lhes a espontaneidade, a energia juvenil, emoções novas e sonhos novos. A dúvida e o tédio envenenam muitas vezes o amor. Redobra a tua vigilância.




Alguns julgam que o desejo cai depois do acto amoroso, que ele comunica um sentimento de tristeza, e nos afasta do outro. É um erro de visão. Aproveita esse momento incomparável para meditar sobre as tuas sensações, e tomar consciência do que é realmente o repouso do corpo.




Dugpa Rimpoché

1 comentário:

xeque mate disse...

O meu amor é felino
Indomável
Repentino
Vadio numa noite sem fim

Meu amor é veludo
Perdido em lencóis de cetim
Seu toque é perfume
Despido de jasmim

Meu amor é guerreiro
É audaz
Sabe a mar
Sabe a vento

Seus lábios são tâmaras
Doces, suculentas
Nos cabelos, a essência forte
Do açucar, da pimenta

Meu amor por onde passa
Deixa marca de garras
Dentadas na pele fina
De uma pétala doce
De um perfume sem fim

O meu amor vem do calor
Do Oriente, das terras avermelhadas
Das tempestades e torrentes
Da areia fina e quente

Meu amor vive numa lua cheia
Permanente
Sua luz
São raios, são braços de prata
Que enfeitiça,
encanta
E desgraça.