domingo, 16 de novembro de 2008

cresta



Pelos caminhos feitos de água que cruzamos

Pelas fontes de onde juntos bebemos

Pelas marés de suor que navegamos

Pelas ondas de água e vento que vencemos

Pelo porto de abrigo dos teus braços

Pela tua boca praia do meu desejo

Pela certeza do teu colo nos meus passos

Pelo brilho dos meus olhos no teu beijo

Pelo corpo teu e meu navio

Pelo convés das camas onde amámos

Pelo querer suspenso por um fio

Pela foz em que ambos desaguamos

Pelo riso das histórias partilhadas

Pelo sono que o cansaço não venceu

Pelas montanhas e aves avistadas

Pelas saudades que o regresso adormeceu

Pelo amor embandeirado em arco

Pelo cheiro de sexo e maresia

Pelo teu peito proa do meu barco

Pela escotilha da nossa poesia


simone

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