
(fado singer - márcio belo)
Na cela do seu convento
Rodeada de roseiras
Onde entrara nova ainda
Sem um ai sem um lamento
Entre tantas lindas freiras
Morrera a freira mais linda
Era tida como santa
A sua graça era tanta
No seu esgueiro sentir
Que no seu catre deitada
A freira santificada
Levara a vida a mentir
A todos dizia ela
Que nunca amara na vida
Homem algum pelo visto
Sozinha na sua cela
Em orações recolhida
Apenas amara a Cristo
Quando a freira morreu
A abadessa apareceu
Para em tais termos dizer
Ponham-lhe nas mãos em cruz
A medalha de Jesus
Que ela beijou ao morrer
Nisto uma freira absorta
Acercando-se da morta
Na medalha lhe pegou
Pôs-se a gritar Deus nos valha
Não é de Cristo a medalha
Mas do homem que ela amou!
(letra do fado da freira, que conheço, sei lá!, desde que nasci, apresentada e repetida até à exaustão pela voz, então bem timbrada, da minha avó;
beijinhos, vó, só tu para me ensinares uma coisa destas!)
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