"Nada nos faz envelhecer mais depressa do que pensar incessantemente que nos tornamos velhos"
lichtenberg
Há manipulação e auto-convencimento, o filósofo fala do segundo, eu estive a pensar no primeiro.
Os dois falam das duas maiores ameaças à auto-determinação.
"Quem cresceu numa família em que todos eram manipulados através da culpa, porventura manteve esse sentimento ao longa da vida adulta. Eventualmente será o género de pessoa que pede desculpa o tempo inteiro e que não sabe falar sem ser por rodeios. Essas pessoas sentem que têm de manipular de algum modo para conseguir obter aquilo que desejam.
A crítica deita-as abaixo.
A culpa fá-las sentir inferiores.
Vivem debaixo de uma nuvem de culpabilidade. Há sempre qualquer coisa errada, ou não estão a fazer a coisa bem feita ou estão a pedir desculpa a alguém.
São pessoas que se deixam manipular pela família e pelos amigos. Em primeiro lugar porque não têm respeito por si próprias, em segundo porque elas próprias são também manipuladoras.
Quando aprenderem a dizer NÃO, tudo será mais fácil.
NÃO e NÃO. Sem desculpas, para não dar ao manipulador argumentos para o fazer mudar de opinião.
Quando as pessoas virem que a manipulação já não funciona, vão parar. As pessoas só nos controlam enquanto nós o permitirmos."
louise hay
Também aqui há muitas variáveis:
há manipuladores adultos que não foram directamente manipulados na infância mas a quem os adultos não travaram as suas infantis manipulações; cresceram a manipular porque resultou;
há manipulados adultos que nunca o foram na infância mas uma vez inseridos numa adultícia para que não estavam preparados precisam da espécie de afecto e protecção que o manipulador parece proporcionar;
há manipulados e manipuladores que nunca se hão-de reconhecer;
há estratégias castradoras nos outros e em nós próprios que só nos resta identificar.
domingo, 31 de agosto de 2008
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