


caminhos calcados por muitos
a que o silêncio regressa
como se nunca tivesse sido cortado
terra de cores
carícia de ventos
planados por águias
música de águas
tojo, giesta, tomilho e lírio
feto, urze,
pedras que falam
árvores que respiram
pinheiro
cipreste
vidoeiro
carvalho
salgueiro
azevinho
eco de gritos com asas
soltas, voadas, contentes
por não ver paredes
entre elas e o nada
simone
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