quinta-feira, 9 de outubro de 2008

gerês







caminhos calcados por muitos
a que o silêncio regressa
como se nunca tivesse sido cortado

terra de cores
carícia de ventos
planados por águias

música de águas
tojo, giesta, tomilho e lírio

feto, urze,
pedras que falam
árvores que respiram

pinheiro
cipreste
vidoeiro
carvalho
salgueiro
azevinho

eco de gritos com asas
soltas, voadas, contentes
por não ver paredes
entre elas e o nada

simone

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